30.4.08

Brasil no LHC

Mais uma reportagem sobre os brasileiros no LHC publicado pela Folha e na capa do Ciência Hoje. Enquanto isso, no LHC começam os testes com os magnetos que deram problemas.

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17.4.08

Descoberta da Matéria Escura, Parte 2

O experimento italiano DAMA (DArk MAtter) anunciou em 2000 a descoberta da matéria escura. Os resultados obtidos eram bastante controversos e pouco tempo depois concluiu-se que não havia evidência suficiente que comprovasse a existência da matéria escura. Agora, o mesmo experimento foi aperfeiçoado e o DAMA afirma ter provado a existência da matéria escura com uma precisão muito melhor. Vamos aguardar. Leia a noticia no site do DAMA, e comentários no New York Times e no Symmetry Factor.

Update: Noticiado na Folha e uma versão mais técnica em inglês.

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7.4.08

O Brasil no CERN

O CERN, sede do Large Hadron Collider (o grande colisor de hádrons), abriu suas portas ao público neste fim de semana. Reportagens do Estadão e da Folha contam a história dos brasileiros envolvidos no LHC.

Update: Uma entrevista com Peter Higgs, 79 anos, (proponente do bóson de Higgs, uma das partículas que poderão ser produzidas pelo LHC) que apareceu em vários jornais do mundo.

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31.3.08

Um juiz pode salvar a Terra dos buracos negros?

O LHC (Large Hadron Collider) é o acelerador de partículas mais potente já construído e deverá entrar em funcionamento em julho deste ano (mais detalhes aqui). Enquanto, isso, no Havai, duas pessoas entraram com uma ação na justiça pedindo o embargo do início das atividades do LHC. Eles acreditam que o LHC pode criar mini-buracos negros que destruiriam a Terra, segundo o The New York Times. É pouco provável que isso tenha qualquer conseqüência jurídica já que o LHC foi construído parte na Suiça e parte na França e está fora da jurisdição americana. Mas não impede que eco-fanáticos europeus dêem início a uma ação semelhante por lá.

Update: versão da Folha

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27.3.08

Particle physics and strings in the media

An interview with Steven Weinberg about the Higgs and religion in Newsweek.

CP symmetry and matter antimatter in Science, Cosmos Magazine, Telegraph and Michael Peskin in Nature.

Strings in Nature and cosmology in Discover Magazine.

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25.5.07

O fim da barricada no IFUSP

Uma descrição detalhada da retomada do direito de ir e vir no IFUSP pode ser encontrada aqui.

24.5.07

O valor de uma greve

Fiquei estarrecido com a afirmação feita por um dos alunos grevistas no IFUSP. O cerceamento vergonhoso aos professores e alunos adotados para impedir as aulas tem por finalidade evitar que eles, os grevistas, fiquem com faltas ou percam as provas aplicadas por professores que não aderiram à greve! Está inaugurada uma nova modalidade de greve, a greve de risco zero. Você pára e obriga todos a pararem, não pela persuasão e convencimento racionais mas sim pela violência e pela irracionalidade da força bruta.

O operário grevista não tem os dias de greve pagos; a reposição dos dias perdidos é quase sempre negociada ao final da paralisação. No passado, professores e estudantes da USP faziam greves e passeatas arriscando suas posições na universidade e, freqüentemente, a própria vida. Mas hoje em dia a história é outra. Na verdade, tais grevistas são um desrespeito para os que arriscaram suas vidas por ideais democráticos e uma vergonha para o Instituto de Física e para a própria USP.

Entretanto, tudo isto é bastante revelador. O valor de um bem é medido por aquilo que se está disposto a arriscar. Nossos grevistas de risco zero demonstraram claramente o quanto vale o ideal pelo qual lutam: absolutamente nada!

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O estupro da USP

Não estou em greve. A decisão tomada por uma assembléia de 300 professores da ADUSP não representa a minha posição, nem de muitos colegas que conheço e nem, arrisco a afirmar, da maioria dos quase 5000 docentes da USP. Da mesma forma, a greve decretada pelos estudantes não representa a posição de parcela significativa de meus alunos. Mesmo que aqueles contrários à greve sejam uma minoria é necessário respeitá-los. Entretanto, o que se vê é uma coerção injustificável por parte dos grevistas, impedindo, de forma violenta, o acesso às salas de aula. Nas raras ocasiões que uma aula consegue acontecer, um bando de alunos com bumbos, apitos e cornetas rapidamente aparece para impedir seu andamento. Jogam bombinhas e socam as portas e vidros da sala de aula, numa atitude de violência jamais presenciada nas últimas décadas.

Os grevistas clamam por mais democracia e pela preservação de seu direito à greve. Mas esquecem que um dos pilares de qualquer sistema democrático é a garantia dos direitos individuais de qualquer grupo, neste caso, daqueles que não desejam participar da greve. Não respeitar a posição dos colegas que não apóiam a greve é lançar a democracia no lixo da história.

Os atos presenciados relembram a época da ditadura militar onde o direito de ir e vir era cerceado e os professores eram impedidos de ministrar suas aulas. A diferença é que hoje isto é praticado por um bando de grevistas em pleno estado de direito. As autoridades universitárias mantém-se omissas e não tomam qualquer iniciativa para coibi-los. Não fazem valer seu papel de guardiãs do patrimônio da universidade.

E não me refiro apenas ao patrimônio físico, mas ao patrimônio maior de qualquer universidade digna desse nome: a liberdade de expressão e a diversidade de opiniões. Hoje os grevistas nos calam e nos impõem sua vontade pela força, impedindo-nos de exercer nossas atividades. A USP está tristemente sendo estuprada por uma minoria de seus próprios professores e alunos. Uma cena bizarra que acontece em pleno século 21 e que só faz relembrar os tempos de escuridão e violência que pareciam esquecidos.

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