30.4.08
Brasil no LHC
Labels: LHC
17.4.08
Descoberta da Matéria Escura, Parte 2
Update: Noticiado na Folha e uma versão mais técnica em inglês.
Labels: DAMA, Matéria Escura
7.4.08
O Brasil no CERN
Update: Uma entrevista com Peter Higgs, 79 anos, (proponente do bóson de Higgs, uma das partículas que poderão ser produzidas pelo LHC) que apareceu em vários jornais do mundo.
31.3.08
Um juiz pode salvar a Terra dos buracos negros?
Update: versão da Folha
Labels: Buracos negros, justiça, LHC
27.3.08
Particle physics and strings in the media
CP symmetry and matter antimatter in Science, Cosmos Magazine, Telegraph and Michael Peskin in Nature.
Strings in Nature and cosmology in Discover Magazine.
Labels: particle physics, strings
25.5.07
O fim da barricada no IFUSP
24.5.07
O valor de uma greve
Fiquei estarrecido com a afirmação feita por um dos alunos grevistas no IFUSP. O cerceamento vergonhoso aos professores e alunos adotados para impedir as aulas tem por finalidade evitar que eles, os grevistas, fiquem com faltas ou percam as provas aplicadas por professores que não aderiram à greve! Está inaugurada uma nova modalidade de greve, a greve de risco zero. Você pára e obriga todos a pararem, não pela persuasão e convencimento racionais mas sim pela violência e pela irracionalidade da força bruta.
O operário grevista não tem os dias de greve pagos; a reposição dos dias perdidos é quase sempre negociada ao final da paralisação. No passado, professores e estudantes da USP faziam greves e passeatas arriscando suas posições na universidade e, freqüentemente, a própria vida. Mas hoje em dia a história é outra. Na verdade, tais grevistas são um desrespeito para os que arriscaram suas vidas por ideais democráticos e uma vergonha para o Instituto de Física e para a própria USP.
Entretanto, tudo isto é bastante revelador. O valor de um bem é medido por aquilo que se está disposto a arriscar. Nossos grevistas de risco zero demonstraram claramente o quanto vale o ideal pelo qual lutam: absolutamente nada!
O estupro da USP
Os grevistas clamam por mais democracia e pela preservação de seu direito à greve. Mas esquecem que um dos pilares de qualquer sistema democrático é a garantia dos direitos individuais de qualquer grupo, neste caso, daqueles que não desejam participar da greve. Não respeitar a posição dos colegas que não apóiam a greve é lançar a democracia no lixo da história.
Os atos presenciados relembram a época da ditadura militar onde o direito de ir e vir era cerceado e os professores eram impedidos de ministrar suas aulas. A diferença é que hoje isto é praticado por um bando de grevistas em pleno estado de direito. As autoridades universitárias mantém-se omissas e não tomam qualquer iniciativa para coibi-los. Não fazem valer seu papel de guardiãs do patrimônio da universidade.
E não me refiro apenas ao patrimônio físico, mas ao patrimônio maior de qualquer universidade digna desse nome: a liberdade de expressão e a diversidade de opiniões. Hoje os grevistas nos calam e nos impõem sua vontade pela força, impedindo-nos de exercer nossas atividades. A USP está tristemente sendo estuprada por uma minoria de seus próprios professores e alunos. Uma cena bizarra que acontece em pleno século 21 e que só faz relembrar os tempos de escuridão e violência que pareciam esquecidos.