17 March 2014

A Descoberta de Ondas Gravitacionais Primordiais

Hoje foi anunciada a descoberta de ondas gravitacionais primordiais pela colaboração BICEP2, que mede a radiação cósmica de fundo no polo sul. A teoria da relatividade geral de Einstein prevê que quando corpos muito massivos, como estrelas de nêutrons ou buracos negros, gravitam um ao redor do outro, o espaço-tempo ao redor é deformado e geram ondas no campo gravitacional. Em 1974 foi descoberto um sistema com duas estrelas cujas órbitas estavam se aproximando e a perda de energia se dava através da emissão de ondas gravitacionais. Em 1993 ganharam o prêmio Nobel. Desde então vem-se tentando detectar ondas gravitacionais com detectores que envolvem diferentes tecnologias. Mas não foi esse tipo de onda de onda gravitacional que foi anunciado hoje. O universo inflacionário prevê que logo após o Big Bang as ondas gravitacionais então existentes foram amplificadas pela inflação a ponto de influenciar a polarização das ondas de luz que gerariam a radiação cósmica de fundo. Essas são as ondas gravitacionais primordiais que foram detectadas. Análises anteriores sugeriam que esses efeitos da polarização seriam pequenos demais para serem descobertos e isso levou ao abandono dos modelos inflacionários mais simples. A descoberta do BICEP2 é surpreendente e confirma não só que a inflação é real mas que os modelos descartados devem ser reconsiderados. Espera-se que a análise dos dados do satélite Planck que devem ser anunciados no final do ano, confirmem a descoberta da polarização da radiação cósmica de fundo feita pelo BICEP2. Estes resultados também dão suporte às teorias de grande unificação, na qual as três forças fundamentais (forte, fraca e eletromagnética) são unificadas numa única força à altas energias. Além disso, também mostram que efeitos quânticos geraram ondas gravitacionais, reforçando a hipótese da existência de uma teoria quântica da gravitação. Uma discussão mais detalhada deste assunto pode ser encontrada aqui. Vamos aguardar a confirmação de outros experimentos.

06 March 2014

Faça seu próprio reator nuclear

Jamie Edwards, um estudante inglês de 13 anos, é a pessoa mais jovem a construir um reator de fusão nuclear. O projeto de £ 2.000 foi custeada pela própria escola. Ele utilizou o processo de confinamento
eletrostático inercial, conhecido desde a década de 60. Quando um gás é submetido a alta voltagem cria pequenos pacotes que são mais quentes que a superfície do sol. Alguns átomos de hidrogênio podem então se fundir produzindo núcleos de hélio e alguns nêutrons. O processo não é auto sustentável e não pode ser usado para se construir um reator que produza energia. O record anterior era do americano Taylor Wilson que construiu seu reator em 2008 quando tinha 14 anos. Seria possível fazer isso em alguma escola no Brasil?



24 January 2014

Supernova descoberta por estudantes

Uma supernova localizada na galáxia M82 foi descoberta por acaso durante uma aula de astronomia do University College de Londres dada no Observatório da Universidade de Londres. Na foto ao lado vemos a M82 antes e depois do aparecimento da supernova. A supernova, batizada de SN 2014J, está a 12 milhões de anos-luz de nós, e foi vista pela primeira vez no dia 21 de janeiro. É uma supernova do tipo IA e sua luminosidade deverá aumentar nas próximas duas semanas. É uma das supernovas mais próximas da Terra já detectadas nos últimos 20 anos. Infelizmente só pode ser observada no hemisfério norte. Mais detalhes na BBC.

13 January 2014

O Universo em escalas direrentes

Como é o Universo em escalas pequenas, médias e grandes? Um vídeo clássico de 1977, Powers of Ten, procura ilustrar as diferenças.


Um vídeo em flash, The Scale of the Universe, atualiza o vídeo anterior.


29 November 2013

Cometa Ison não sobrevive

Após aproximar-se do Sol, o núcleo do cometa Ison não suportou a enorme força gravitacional. A poeira que resta pode ser vista na foto abaixo. O disco central oculta a imensa luminosidade do Sol, e o círculo branco indica a posição do Sol. Na foto à direita, o cometa Ison é visto aproximando-se do Sol  na parte inferior. Depois de quase seis horas e meia, à esquerda, vê-se o que restou do cometa na parte superior da foto. Apenas um rabicho com os fragmentos do Ison.