No artigo bastante interessante de José Scheikman Educação e desenvolvimento, há referência à
Exploiting States - Mistakes to Identify the Causal Impact of Higher Education on Growth de Philippe Aghion, Leah Boustan, Caroline Hoxby e Jerome Vandenbussche. Neste trabalho faz-se um estudo estatisticamente sério acerca da relação entre educação superior e desenvolvimento. Sabemos que a educação superior gera desenvolvimento, como acontece com alguns países asiáticos, mas será que o desenvolvimento gera mais educação à medida que o país aumenta suas riquezas? Eles analisaram o que acontece nos EUA e concluíram que os investimentos em pós-graduação e centros de pesquisa têm um efeito muito maior nos estados onde o avanço tecnológico já é mais extenso, como Massachusetts, do que em estados menos desenvolvidos, como o Alabama. Nos estados mais atrasados os investimentos em educação secundária tem um efeito muito maior do que os gastos na pós-graduação.
Veja que trata-se de um trabalho extremamente sério mas que infelizmente tem pouca chance de ser utilizado no Brasil. O eterno chavão de diminuir as desigualdades regionais do Brasil tem que ser utilizado com muito cuidado. Devemos, sim, diminuir as diferenças sociais entre a diversas regiões mas devemos parar aí. Porém, quem é que vai endossar a proposta de que a região sudeste e sul, que detém quase 75% dos cursos de pós-graduação, devam ser privilegiadas? Muita gente séria no Brasil acha que não é possível investir em ciência e tecnologia de forma uniforme e pulverizada como vem acontecendo, e que a maior parte dos recursos deve ser concentrado nos estados mais desenvolvidos. Agora há um estudo sério comprovando isso. Vamos novamente tapar o sol com a peneira?
News on quantum gravity, strings and other interesting stuff in physics.
Novidades em gravitação quântica, cordas e outras coisas interessantes em física.
12 March 2006
Bienal do Livro
Hoje foi o primeiro domingo da Bienal do Livro em São Paulo, no Anhembi. Meia hora na fila do estacionamento e mais quinze minutos para obter o ingresso, e isso tudo logo depois do meio dia quando o movimento é menor.
O público mais visado na Bienal é, sem dúvida, o infantil. Isto é muito bom num país que pouco valoriza a leitura; pelo menos ficamos com a esperança que no futuro as coisas melhorem. Vários autores infantis estavam dando autógrafos e muitas atividades para a garotada podiam ser encontradas. Como sempre, os livros de auto-ajuda ocupam grande parte da exposição. Alguns escritores também estavam por lá; parece ser um dos segmentos que mais fatura no ramo, depois dos livros didáticos. Cruzei também com o Suplicy e o Alckmin, este último, sem dúvida, em plena campanha. O que mais me surpreendeu foi a quantidade de expositores relacionados à temas religiosos, muito maior que na última bienal que visitei (há uns seis anos atrás). Principalmente os evangélicos, que são muito mais organizados. Não encontrei nenhuma campanha explícita pelo criacionismo :).
Depois de quase 6 horas de caminhada fiquei um pouco desapontado. Livros de divulgação científica praticamente ausentes, alguns livros de informática, e muito pouco que incentive o interesse das crianças pela ciência. Exceto pelo trailler do Código da Vinci, que ainda não havia assistido, realmente nada de novo. Valeu apenas pelo passeio.
Para quem ainda não foi, a Bienal termina no próximo domingo.
O público mais visado na Bienal é, sem dúvida, o infantil. Isto é muito bom num país que pouco valoriza a leitura; pelo menos ficamos com a esperança que no futuro as coisas melhorem. Vários autores infantis estavam dando autógrafos e muitas atividades para a garotada podiam ser encontradas. Como sempre, os livros de auto-ajuda ocupam grande parte da exposição. Alguns escritores também estavam por lá; parece ser um dos segmentos que mais fatura no ramo, depois dos livros didáticos. Cruzei também com o Suplicy e o Alckmin, este último, sem dúvida, em plena campanha. O que mais me surpreendeu foi a quantidade de expositores relacionados à temas religiosos, muito maior que na última bienal que visitei (há uns seis anos atrás). Principalmente os evangélicos, que são muito mais organizados. Não encontrei nenhuma campanha explícita pelo criacionismo :).
Depois de quase 6 horas de caminhada fiquei um pouco desapontado. Livros de divulgação científica praticamente ausentes, alguns livros de informática, e muito pouco que incentive o interesse das crianças pela ciência. Exceto pelo trailler do Código da Vinci, que ainda não havia assistido, realmente nada de novo. Valeu apenas pelo passeio.
Para quem ainda não foi, a Bienal termina no próximo domingo.
08 March 2006
06 March 2006
Aprendendo a publicar
Quem almeja ser um pesquisador sério e consciente deve aprender a escrever trabalhos científicos. Em geral, o primeiro trabalho realmente sério, ainda estudante, é a tese, quer de mestrado, quer de doutorado. Depois disso, é necessário mostrar que se pode viver sem um orientador e uma das coisas mais difíceis nessa etapa é escrever seus próprios trabalhos. Muitos tendem a repetir o mesmo esquema da tese num trabalho enviado para uma revista e via de regra o trabalho é rejeitado. O blog BioCurious traz um link interessante sobre o assunto, Ten Simple Rules for Getting Published, publicado numa revista de biologia computacional, mas que na verdade, são úteis em qualquer área. Uma das lições mais importantes, e que eu endosso completamente, é: comece cedo! E qualidade acima de tudo.
02 March 2006
Sexo, mentiras e ... físicos?
Um novo blog tenta construir uma ponte entre cientistas e o resto do mundo de uma maneira séria mas com muito bom humor. Trata-se do Cocktail party physics. Um dos posts tem o título Sex, lies and physicists e faz referência a um artigo publicado no Seed Magazine que trata das aventuras sexuais de físicos famosos. Vale a pena checar as histórias de Einstein e Feynaman entre outros.
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